terça-feira, 5 de junho de 2018

Prayer for summertime


Prayer for Summertime
- Ignatian Prayer -

Loving God, Creator of all times and places,
we thank you for the gift of summertime,
the days of light, warmth and leisure.

Thank you for the beauty that surrounds us everywhere we look:
the multi-colored flowers,
the deep blue of the sky,
the tranquil surface of lakes,
the laughter of children at play,
people strolling in park,
families gathered around picnic tables and
the increased time to spend with family and friends.

As we open our eyes and ears to the landscape of nature and people,
open our hearts to receive all as gift.
Give us that insight to see you as the Divine Artist.
Help us to realize and appreciate that you are laboring
to keep all in existence.
And warm our souls with the awareness of your presence.

Let all the gifts we enjoy this summer
deepen our awareness of your love
so that we may share this with others and enjoy
a summertime of re-creation.

Amen

São Gilberto de Sempringham e o poder do Espírito Santo

Resultado de imagem para holy spirit

         

     Sabemos que o dom do Espírito Santo é força de um amor que impulsiona e conduz a Igreja a proclamar o poder do Ressuscitado, é a alma da Igreja, é aquele quem suscita na mesma igreja o dom da unidade, da comunhão e, ao mesmo tempo, é ele mesmo quem suscita uma diversidade de carismas.
    O Espírito Santo é o senhor da santidade dos filhos amados de Deus, criados à sua imagem e semelhança e resgatados pela paixão, morte e, sobretudo, pela ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo. É ele quem conduz e confirma todos os batizados neste processo de santidade de vida à medida que nos abrimos à ação desse mesmo espírito. Assim, todos os santos proclamados pela Mãe Igreja são testemunhas vivas e fiéis desse poder santificador do Espírito Santo Paráclito.
       Assim, também aconteceu com o nosso pai e modelo de santidade, o servo de Deus São Gilberto de Sempringham. Olhando para sua vida vamos percebendo claramente que o Espírito Santo vai modelando-o para a santidade. Primeiramente, porque ele reconhece sua debilidade humana. O próprio São Gilberto escreve aos seus monges contando de sua experiência de humildade diante dos empregados de seu pai que o ridicularizavam pela sua deformidade física e como ele superou toda forma de humilhação no seu abandono e silêncio em Deus.
     Depois, é pelo poder desse mesmo Espírito Santo que ele encontra todas as forças necessárias para responder à sua vocação, vencendo a si mesmo e colocando-se inteiramente nas mãos de Deus que o envia a outras terras para ali ser renovado em suas forças e capacidades para uma obra que pertence a Deus.
      Ele retorna para casa com uma formação humana e espiritual tão profundas que todos aqueles que o encontram ficam admirados de como ele superou todas as suas adversidades e como está agora fortalecido e amparado pelo poder do Santo Espírito para trabalhar pelo Reino de Jesus nas terras de propriedade de seu pai.
    São Gilberto está pleno do Espírito de Jesus que o impulsiona a lançar as raízes de sua ordem para o socorro de todas as classes sociais, para uma busca de comunhão e unidade entre os seres humanos ali ao seu redor, para vencer todos os tipos de preconceitos que existiam entre os moradores de suas terras.
     É a inspiração do Espírito Santo que o conduz à essa forma de vida religiosa que congrega todos no mesmo corpo da Igreja como membros importantes para a edificação de sua comunidade religiosa.
      Tudo isso se torna realmente possível graças à ação do Espírito Santo e de seus dons na vida, na história e na missão de São Gilberto de Sempringham.

domingo, 3 de junho de 2018

O valor das coisas pequenas em São Gilberto





"Aquele que é fiel nas coisas pequenas, será também fiel nas coisas grandes.
E quem e injusto nas coisas pequenas, será também nas grandes"
 Lc. 16,10


          Quando a mãe de São Gilberto o esperava em seu ventre, ela sonhou que a lua pairava sobre seu ventre e tornou-se uma lua cheia e brilhante. Ela viu anos mais tarde que esse era um sinal em relação ao seu filho que tinha uma pequena deficiência física que o impossibilitava a seguir a carreira do pai, de ser militar e conquistar.
      Sua vida foi fortemente marcada pela ausência de todo tipo de afeto humano por parte dos seus, incluindo os empregados das terras de seu pai que chegaram até a ridicularizar ao pequeno Gilberto em sua fraqueza humana.
       Mas, o mais importante foi que ao longo de sua vida ele foi capaz de perceber que o valor das coisas pequenas atingem o coração de Deus e que nada pode afetar a confiança no poder e no amor de Deus que vai conduzindo a história dos seus quando se abandonam totalmente em seu amor.
          São Gilberto foi percebendo claramente em sua vida a mão de Deus que o conduzia pelos caminhos mais seguros e tranquilos que ele jamais poderia pensar, pois, que ainda sua incapacidade para as coisas importantes de seu tempo estavam longe ao seu alcance, o mesmo não se poderia dizer a respeito das coisas do espírito que o impulsionava ao mais longo caminho que alguém poderia imaginar percorrer: o caminho da santidade de vida.
          Esse caminho foi alcançado porque soube ele confiar em Deus, deixar-se ser conduzido pelo seu espírito que ao transformar as pequenas coisas a cada dia foi tornando-o um grande homem do mistério redentor do próprio homem.
           Gilberto aprendeu a ler os sinais do seu tempo e respondeu a eles com a sua obediência e entrega total e confiante naquele que tudo pode. Cumpriu-se em sua vida o chamado feito pelo Cristo de ser sal da terra e luz do mundo (cf. Mt. 5,13-16). Ele aprendeu desde a sua juventude a olhar para o amor infinito de Deus e permitir que Ele pudesse dar sentido à sua vida.
        São Gilberto aguardou ansiosamente a revelação dos desígnios do Senhor em sua vida e ao deixar-se ser modelado por Ele cumpriu-se em sua vida a palavra de Deus que diz "humilha teu coração, espera com paciência" (Eclo. 2,2a).
         Assim sua vida foi fortemente marcada pela perseverança no seguimento ao Senhor e na sua total confiança e obediência porque aqueles que são muito amados por Deus são experimentados como o ouro e a prata ao fogo (cf. Eclo. 2, 5) e isso se vê claramente na sua longa vida.
    São Gilberto foi capaz de olhar com os olhos da fé para todos os acontecimentos de sua vida e ver que em cada momento foi convocado a amar e a temer o Senhor, que é rico em misericórdia para todos os que nele esperam e confiam. Deus é cheio de bondade e ternura e não são confundidos os que nele depositam toda a sua esperança.
        Para perceber o valor das pequenas coisas a cada dia é necessário um coração e um espírito que busquem a Deus como seu único refúgio. Assim fez São Gilberto e assim ele viveu sua vida. 

São Gilberto e a sua fidelidade

           

            São Gilberto foi um homem que durante sua vida foi duramente perseguido, primeiro dentro de sua casa, por seu pai que não aceitava suas limitações físicas que o impediam de ser, a exemplo dele, um cavaleiro; depois, pelos empregados de suas terras, que muitas vezes o ridicularizavam diante de sua debilidade, e, finalmente, depois de ter fundado a sua Ordem, quando dois irmãos religiosos se voltaram contra ele, denunciando-o ao Papa e ao Rei da Inglaterra. Foram calúnias, que por inveja da santidade de São Gilberto o fizeram entrar no sofrimento e um sofrimento no silêncio.
            São sinais de martírio em sua vida. Dar a vida pelo Cristo urge necessariamente entrar no martírio, muitas vezes, não pelo derramamento de sangue, mas no coração que sofre pelas injúrias, fofocas e calúnias que procuram desmoralizar uma obra. O martírio é uma condição necessária para quem quer seguir a Cristo mais de perto.
            São Gilberto experimentou em sua vida o drama de tantos sofrimentos mas, nunca diante das mais absurdas situações, perdeu sua fé e esperança no Senhor a quem serviu com maior fidelidade.
            Sua fidelidade à Cristo e ao seu chamado o tornaram um grande homem e um homem grande em sua virtude, abnegação, compromisso evangélico, pobreza e, sobretudo, seu amor incondicional a Jesus Cristo e à sua Igreja. Seu martírio foi uma conquista a cada dia em que renovava junto à Eucaristia.
            Não se pode ser fiel ao Senhor sem abraçar a cruz e entrar pela porta estreita, vencendo a si mesmo e a tudo aquilo que quer tornar mais largo e espaçoso o caminho que leva ao Senhor. Não é possível entrar na vida plena sem passar pela morte a cada momento para as realidades visíveis que são passageiras e inconstantes. Só é possível responder com fidelidade abraçando a cruz de Jesus Cristo em nossa cruz. 
            Que todos os santos mártires possam interceder por nós para que sejamos perseverantes no seguimento ao Senhor da vida.

sábado, 2 de junho de 2018

São Gilberto: um olhar de ternura de Deus para o homem



             A compaixão é geralmente experimentada como um “sentir com o outro” em face de suas aflições. É deixar-se mover pelo agir que constrange, que impele, impulsiona , pois a compaixão deita o olhar e o coração para o outro. É uma atividade dinâmica que motiva e renova a mente e o coração em relação ao outro a partir do conhecimento de sua própria miséria humana.
        Quem se compadece, de fato de tal  modo, que o afeto se faz compatível com a situação de carência do outro, aproximando o sujeito do próximo que padece. Assim, o afeto sem este movimento não seria a compaixão, pois a compaixão se lança na ternura para com o outro.  Por isso, a compaixão favorece a prática da misericórdia, uma vez que é um sentir que move à solidariedade. Do sentir ao praticar, a compaixão dá um passo e se faz obra de misericórdia. Sem misericórdia o movimento afetivo da compaixão seria um sentir estéril e incompleto, que não encontrou o seu sentido. Enquanto que, sem compaixão, a misericórdia perderia seu afeto, dissociada do coração e motivada, unilateralmente, pela superioridade daquele que ajuda o necessitado, visto como inferior.
            São Gilberto ao longo de sua vida pode fazer esta profunda reflexão em sua própria existência humana para poder compreender com o coração a fragilidade do outro. Foi com o desejo de que o vissem ternura que o motor de sua ternura o conduz para uma viva relação de afeto e misericórdia para com o próximo.
           Compaixão, misericórdia e ternura se repartem entre si, se aliam à piedade, justiça e solidariedade e, assim, cooperam mutuamente na edificação de uma humanidade reconciliada e feliz.Viver a proposta evangélica da caridade é permitir que este triplo caminho se interliguem de tal forma harmonicamente que se torna impossível viver um sem experimentar o outro. 
           A santidade dos filhos de Deus permeia por este itinerário. São Gilberto vivenciou em sua própria existência. A ternura é uma atitude espiritual que aquece e conforta o coração machucado e atribulado, o leva ao movimento da compaixão, sentir a dor e a necessidade do outro, não apenas numa atividade meramente altruísta, mas numa profunda razão do ser como o próprio olhar de Deus que se revela no olhar de Cristo.
            Quando vemos a história de acolhida que São Gilberto revelou aos pequenos de seu tempo, podermos ver claramente este movimento dinâmico de um cuidado que acolhe no colo e remete á  uma relação afável e cálida. São gestos de misericórdia que conduzem a vida do discípulo à imitação ao Cristo Mestre e Senhor.
           As atitudes de ternura, compaixão e misericórdia passam pelo abraçar, acolher,olhar, sentir com o outro, consolar, servir, observar, e sobretudo, amar sem rejeitar a vida e a história do outro. São os gestos de Cristo continuados na vida do discípulo que se torna missionário da ternura de Deus para o outro. Assim viveu São Gilberto no seu tempo e nos ajuda em nosso tempo.
              Experiências de compaixão, misericórdia e ternura são sempre uma “boa notícia”, e como tais devem se tornar cada vez mais proclamadas na vida dos que se sentem atraídos por este amor incondicional, à "caridade que nos impele" (cf. 2 Cor. 5,14)). 

Imagem relacionada



Imagem relacionada

sexta-feira, 1 de junho de 2018

As virtudes cardeais em São Gilberto

The Four Cardinal Virtues in Tarot




           As quatro virtudes cardeais são atitudes centrais, fundamentais e orientadoras para  a vivência cristã com equilíbrio, que orientam para uma vida de perfeição. Todos os batizados, de forma especial, são convidados a viverem suas vidas marcadas pela ação destas virtudes a fim de que possam conceber em suas vidas uma atitude moral que revele que pertencem ao Senhor. Estas virtudes norteiam uma prática ética que é capaz de alicerçar para uma retidão de vida.   
         São Gilberto foi envolvido pela graça de Deus em sua vida e compreendeu em sua história a vivência das virtudes cardeais que apontaram um caminho seguro para que pudesse testemunhar a Cristo em sua vida.
             Sua vida foi marcada pela virtude da prudência, pois teve um bom senso, perseguiu um equilíbrio em seu agir. Foi marcado pela providência e previdência, soube agir com sabedoria em suas decisões e manteve uma relação profunda com uma atenção constante a tudo o que se passava ao seu redor para uma prática de não viver nas ilusões e sim por uma opção de decisões em sua vida.
          São Gilberto soube ao mesmo tempo viver uma vida repleta de temperança, a segunda virtude cardeal. Esta virtude o levou a um auto-controle, ordenou seus afetos, ajudou-o a domesticar seus instintos e conduziu-o à uma organização de sua sexualidade, soube viver uma relação madura consigo mesmo e com os outros. teve uma alegria e paz que ninguém, mesmo em meio às suas dificuldades lhe fizeram perder a sua liberdade de filho de Deus.
           Também é próprio dos santos uma vida fortemente marcada pelo fortaleza, terceira virtude cardeal que conduz o cristão a ser forte no bem, na fé e no amor. Esta virtude conduziu a São Gilberto a vencer todas as formas de acomodação e apatia e a abraçar os desafios que lhe surgiam pela sua escolha e pela edificação de sua ordem. Esta virtude o ajudou a superar todos os obstáculos que surgiram ao longo de sua vida, tais como a sua cegueira, a revolta dos irmãos, o escândalo da monja de Watton. É uma virtude que sustenta no caminho a fidelidade para viver o martírio com a segurança e abandono completos em Deus.           
                Por fim, São Gilberto viveu com alegria a  virtude da justiça, que lhe possibilitou uma vida regrada no bem, numa convivência marcada com uma busca da defesa da dignidade de todos os que o procuravam para viver segundo a sua regra de vida. Com esta virtude da justiça ele soube defender a sua comunidade e ser sinal de amor em meio às mais adversas situações em sua vida. Conduziu-o a defender seus direitos e a lutar pelos direitos dos membros de suas comunidades. 
              A prática das virtudes cardeais o conduziram a manifestar em suas atitudes as ações que revelaram sua profunda intimidade com Deus, num caminho de conversão e de santidade.

Dos “Estatutos” do Beato Gilberto de Sempringham e de seus sucessores. (W.Dugdale, Monasticom Anglicanum, London, 1830, VII, 2. PP. XXIXss)

 


Todos são chamados à santidade

            "Em nome de Deus todo-poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo, eu Gilberto de Sempringham, resolvi praticar o ensinamento da Sagrada Escritura e as exortações dos Santos Padres: ensinar o próximo para que se afaste do mal e pratique o que agrada a Deus, evitando as insídias da astuta serpente, que procura destruir e fazer perecer as obras das boas pessoas. Possuindo duas igrejas e muitos outros bens do meu patrimônio, procurei destiná-los com grande alegria ao culto divino e ao sustento daqueles que escolhem a pobreza por amor de Deus.
            Porém, não encontrando homens dispostos a seguir, segundo o meu desejo, uma vida mais empenhada por amor a Deus, encontrei virgens que, instruídas várias vezes por mim, renunciaram as ocupações seculares e dedicaram-se sem demora às obras de Deus. Já que a virgindade é agradável a Deus, fiz construir casas e, com a ajuda, do bispo de Lincoln, Alexandre, pusemos no convento, do qual como tinha pensado, não haveriam mais de sair, sete mulheres mais fervorosas.
            Mas porque era perigoso que umas mulheres seculares, sempre em volta, servissem às religiosas, escolhi, após tê-las consagradas, algumas empregadas que insistentemente pediam de prestar serviço às claustrais usando um hábito religioso, sem pretender nada para o alimento e o hábito. Propus a elas a seguinte maneira de viver: “Vós deveis prometer a Deus castidade, humildade, caridade, obediência no bem e perseverança; renunciar ao mundo e a toda propriedade, incluindo a própria vontade, e praticar o compromisso da profissão religiosa.”
            Igualmente não havendo senão leigos para cuidarem dos bens de minha casa e dos campos, escolhi alguns empregados, a quem dei um hábito religioso semelhante ao dos irmãos cistercienses. Como disse a respeito das irmãs, os obriguei com normas muito semelhantes, a respeito do trabalho manual e do alimento frugal.
            Multiplicaram-se as mulheres empenhadas no santo propósito, mas eu não tinha religiosos instruídos para confiar-lhes a cura e o governo das leigas. Fui conversar com os cistercienses, que celebravam o Capítulo na presença do Papa Eugênio, homem de grande prudência e virtude, para colocar sob o governo deles nossas casas, as servas de Cristo e os nossos irmãos, mas eles decididamente recusaram.
            Impelido por tal necessidade, escolhi clérigos para a direção e o cuidado de quantos, homens e mulheres, se houvessem devotado aos trabalhos materiais a fim de que nas vigílias e no jejum vivessem conforme à Regra de Santo Agostinho, e, separados das religiosas, não tivessem possibilidade alguma de a elas se aproximar, a não ser que alguma, prestes a morrer, necessitasse receber a Unção Sagrada e o Viático.
            Em cada convento de religiosas haja, pelo menos, sete Cônegos, se os bens da casa o possibilitarem, ou também mais. No mosteiro atendam às obrigações que competem aos clérigos, no que diz respeito à celebração das missas e das horas canônicas. No claustro, em coro, no Capítulo, no locutório, no refeitório, no dormitório guardarão silêncio e as mesmas normas das monjas naquilo que a Ordem dos Cônegos exige conforme a Regra de Santo Agostinho."