sábado, 2 de junho de 2018

São Gilberto: um olhar de ternura de Deus para o homem



             A compaixão é geralmente experimentada como um “sentir com o outro” em face de suas aflições. É deixar-se mover pelo agir que constrange, que impele, impulsiona , pois a compaixão deita o olhar e o coração para o outro. É uma atividade dinâmica que motiva e renova a mente e o coração em relação ao outro a partir do conhecimento de sua própria miséria humana.
        Quem se compadece, de fato de tal  modo, que o afeto se faz compatível com a situação de carência do outro, aproximando o sujeito do próximo que padece. Assim, o afeto sem este movimento não seria a compaixão, pois a compaixão se lança na ternura para com o outro.  Por isso, a compaixão favorece a prática da misericórdia, uma vez que é um sentir que move à solidariedade. Do sentir ao praticar, a compaixão dá um passo e se faz obra de misericórdia. Sem misericórdia o movimento afetivo da compaixão seria um sentir estéril e incompleto, que não encontrou o seu sentido. Enquanto que, sem compaixão, a misericórdia perderia seu afeto, dissociada do coração e motivada, unilateralmente, pela superioridade daquele que ajuda o necessitado, visto como inferior.
            São Gilberto ao longo de sua vida pode fazer esta profunda reflexão em sua própria existência humana para poder compreender com o coração a fragilidade do outro. Foi com o desejo de que o vissem ternura que o motor de sua ternura o conduz para uma viva relação de afeto e misericórdia para com o próximo.
           Compaixão, misericórdia e ternura se repartem entre si, se aliam à piedade, justiça e solidariedade e, assim, cooperam mutuamente na edificação de uma humanidade reconciliada e feliz.Viver a proposta evangélica da caridade é permitir que este triplo caminho se interliguem de tal forma harmonicamente que se torna impossível viver um sem experimentar o outro. 
           A santidade dos filhos de Deus permeia por este itinerário. São Gilberto vivenciou em sua própria existência. A ternura é uma atitude espiritual que aquece e conforta o coração machucado e atribulado, o leva ao movimento da compaixão, sentir a dor e a necessidade do outro, não apenas numa atividade meramente altruísta, mas numa profunda razão do ser como o próprio olhar de Deus que se revela no olhar de Cristo.
            Quando vemos a história de acolhida que São Gilberto revelou aos pequenos de seu tempo, podermos ver claramente este movimento dinâmico de um cuidado que acolhe no colo e remete á  uma relação afável e cálida. São gestos de misericórdia que conduzem a vida do discípulo à imitação ao Cristo Mestre e Senhor.
           As atitudes de ternura, compaixão e misericórdia passam pelo abraçar, acolher,olhar, sentir com o outro, consolar, servir, observar, e sobretudo, amar sem rejeitar a vida e a história do outro. São os gestos de Cristo continuados na vida do discípulo que se torna missionário da ternura de Deus para o outro. Assim viveu São Gilberto no seu tempo e nos ajuda em nosso tempo.
              Experiências de compaixão, misericórdia e ternura são sempre uma “boa notícia”, e como tais devem se tornar cada vez mais proclamadas na vida dos que se sentem atraídos por este amor incondicional, à "caridade que nos impele" (cf. 2 Cor. 5,14)). 

Imagem relacionada



Imagem relacionada

sexta-feira, 1 de junho de 2018

As virtudes cardeais em São Gilberto

The Four Cardinal Virtues in Tarot




           As quatro virtudes cardeais são atitudes centrais, fundamentais e orientadoras para  a vivência cristã com equilíbrio, que orientam para uma vida de perfeição. Todos os batizados, de forma especial, são convidados a viverem suas vidas marcadas pela ação destas virtudes a fim de que possam conceber em suas vidas uma atitude moral que revele que pertencem ao Senhor. Estas virtudes norteiam uma prática ética que é capaz de alicerçar para uma retidão de vida.   
         São Gilberto foi envolvido pela graça de Deus em sua vida e compreendeu em sua história a vivência das virtudes cardeais que apontaram um caminho seguro para que pudesse testemunhar a Cristo em sua vida.
             Sua vida foi marcada pela virtude da prudência, pois teve um bom senso, perseguiu um equilíbrio em seu agir. Foi marcado pela providência e previdência, soube agir com sabedoria em suas decisões e manteve uma relação profunda com uma atenção constante a tudo o que se passava ao seu redor para uma prática de não viver nas ilusões e sim por uma opção de decisões em sua vida.
          São Gilberto soube ao mesmo tempo viver uma vida repleta de temperança, a segunda virtude cardeal. Esta virtude o levou a um auto-controle, ordenou seus afetos, ajudou-o a domesticar seus instintos e conduziu-o à uma organização de sua sexualidade, soube viver uma relação madura consigo mesmo e com os outros. teve uma alegria e paz que ninguém, mesmo em meio às suas dificuldades lhe fizeram perder a sua liberdade de filho de Deus.
           Também é próprio dos santos uma vida fortemente marcada pelo fortaleza, terceira virtude cardeal que conduz o cristão a ser forte no bem, na fé e no amor. Esta virtude conduziu a São Gilberto a vencer todas as formas de acomodação e apatia e a abraçar os desafios que lhe surgiam pela sua escolha e pela edificação de sua ordem. Esta virtude o ajudou a superar todos os obstáculos que surgiram ao longo de sua vida, tais como a sua cegueira, a revolta dos irmãos, o escândalo da monja de Watton. É uma virtude que sustenta no caminho a fidelidade para viver o martírio com a segurança e abandono completos em Deus.           
                Por fim, São Gilberto viveu com alegria a  virtude da justiça, que lhe possibilitou uma vida regrada no bem, numa convivência marcada com uma busca da defesa da dignidade de todos os que o procuravam para viver segundo a sua regra de vida. Com esta virtude da justiça ele soube defender a sua comunidade e ser sinal de amor em meio às mais adversas situações em sua vida. Conduziu-o a defender seus direitos e a lutar pelos direitos dos membros de suas comunidades. 
              A prática das virtudes cardeais o conduziram a manifestar em suas atitudes as ações que revelaram sua profunda intimidade com Deus, num caminho de conversão e de santidade.

Dos “Estatutos” do Beato Gilberto de Sempringham e de seus sucessores. (W.Dugdale, Monasticom Anglicanum, London, 1830, VII, 2. PP. XXIXss)

 


Todos são chamados à santidade

            "Em nome de Deus todo-poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo, eu Gilberto de Sempringham, resolvi praticar o ensinamento da Sagrada Escritura e as exortações dos Santos Padres: ensinar o próximo para que se afaste do mal e pratique o que agrada a Deus, evitando as insídias da astuta serpente, que procura destruir e fazer perecer as obras das boas pessoas. Possuindo duas igrejas e muitos outros bens do meu patrimônio, procurei destiná-los com grande alegria ao culto divino e ao sustento daqueles que escolhem a pobreza por amor de Deus.
            Porém, não encontrando homens dispostos a seguir, segundo o meu desejo, uma vida mais empenhada por amor a Deus, encontrei virgens que, instruídas várias vezes por mim, renunciaram as ocupações seculares e dedicaram-se sem demora às obras de Deus. Já que a virgindade é agradável a Deus, fiz construir casas e, com a ajuda, do bispo de Lincoln, Alexandre, pusemos no convento, do qual como tinha pensado, não haveriam mais de sair, sete mulheres mais fervorosas.
            Mas porque era perigoso que umas mulheres seculares, sempre em volta, servissem às religiosas, escolhi, após tê-las consagradas, algumas empregadas que insistentemente pediam de prestar serviço às claustrais usando um hábito religioso, sem pretender nada para o alimento e o hábito. Propus a elas a seguinte maneira de viver: “Vós deveis prometer a Deus castidade, humildade, caridade, obediência no bem e perseverança; renunciar ao mundo e a toda propriedade, incluindo a própria vontade, e praticar o compromisso da profissão religiosa.”
            Igualmente não havendo senão leigos para cuidarem dos bens de minha casa e dos campos, escolhi alguns empregados, a quem dei um hábito religioso semelhante ao dos irmãos cistercienses. Como disse a respeito das irmãs, os obriguei com normas muito semelhantes, a respeito do trabalho manual e do alimento frugal.
            Multiplicaram-se as mulheres empenhadas no santo propósito, mas eu não tinha religiosos instruídos para confiar-lhes a cura e o governo das leigas. Fui conversar com os cistercienses, que celebravam o Capítulo na presença do Papa Eugênio, homem de grande prudência e virtude, para colocar sob o governo deles nossas casas, as servas de Cristo e os nossos irmãos, mas eles decididamente recusaram.
            Impelido por tal necessidade, escolhi clérigos para a direção e o cuidado de quantos, homens e mulheres, se houvessem devotado aos trabalhos materiais a fim de que nas vigílias e no jejum vivessem conforme à Regra de Santo Agostinho, e, separados das religiosas, não tivessem possibilidade alguma de a elas se aproximar, a não ser que alguma, prestes a morrer, necessitasse receber a Unção Sagrada e o Viático.
            Em cada convento de religiosas haja, pelo menos, sete Cônegos, se os bens da casa o possibilitarem, ou também mais. No mosteiro atendam às obrigações que competem aos clérigos, no que diz respeito à celebração das missas e das horas canônicas. No claustro, em coro, no Capítulo, no locutório, no refeitório, no dormitório guardarão silêncio e as mesmas normas das monjas naquilo que a Ordem dos Cônegos exige conforme a Regra de Santo Agostinho."

Visão do Papa sobre a canonização de São Gilberto




             Em uma certa noite, dez dias após a sua chegada na Cúria, o Papa ficou acordado em sua leito mais do que o habitual, e começou a refletir consigo mesmo sobre a canonização de São Gilberto, e ele pediu a Deus que se dignasse revelar-lhe, por algum sinal, o que ele deveria fazer, e que iria cumprir tudo com a sua ajuda à esta empresa. Em um sonho, então interrompeu sua meditação, e em seu sono a seguinte visão apareceu.
              Ele viu diante de seus olhos uma imensa torre de grande altura em que ele, como  desejava entrar, foi levado pelas mãos de quem de quem a construiu. E ele encontrou nela uma cama, colocada e  bem ornamentada e, em volta da cama, uma cortina de seda e de grande valor estava pendurada, adornada com imagens de santos.
            Ele admirava a beleza e o esplendor da cortina que era de seda como ele jamais tinha visto algo parecido. Ele tentou desenhar para si mesmo e começou como que a costurar, a fim de poder se encaixar ao seu próprio sofá.
            Enquanto isso, indo além em outra sala que parecia próxima, e como que ao virar para trás, ele pediu dentro de si mesmo com mais atenção o que ele deve fazer a respeito do negócio dos cânones de Sempringham, e sobre a canonização daquele que eles procuravam.
            Uma voz superior chegou até ele, dizendo-lhe: "Miguel Arcanjo será seu assistente nesse caso."
        O Papa após ter despertado de tão grande e tão manifesta visão, entendeu com alegria que, após longa consideração esta missão foi concluída, e que deveria ser resolvido por ele, entre os homens, e de imediato ele compôs uma oração sobre Gilberto, também uma  oração sobre as oferendas e pós-Comunhão que posteriormente foi publicada e ordenou que fosse rezada  em honra de Gilberto. A seguir estão as orações:

Coleta: "O Eterno Salvador, fazei produzir em nós os efeitos contínuos de Tua virtude, a nós, que veneramos os méritos de vosso servo Beato Gilberto, teu confessor, assistidos por suas orações, possamos ser livres de todas as doenças em nossas almas, tu que vives e reinas com Deus, o Pai "

Ofertas: "Que esta oblação salutar seja aceitável a Ti, ó Senhor, assim, como ela pode ser agradável em honra do teu confessor Beato Gilberto, por isso pode-nos ajudar também a teus servos, para a nossa salvação", 

Pós-Comunhão: "Nós Vos suplicamos, Senhor, que o que desceu de ti, de nós subirá a Ti, que pela intercessão do Beato Gilberto, teu confessor, pode purificar aqueles a quem Jesus Cristo, vosso Filho e nosso Senhor, redimiu,e que vive e reina para sempre ", etc

           Portanto, este homem agora mais cauteloso (o Papa) deseja ser apoiado com toda certeza, procurou a interpretação da visão de um homem muito santo e sábio, o abade Reiner, que passava sua vida na solidão entre as montanhas e foi realizada em consideração, tanto pelo Papa como toda a Igreja Romana por causa de sua santidade reconhecida.
             O Papa, ao tê-lo convocado, ordenou-lhe para meditar sobre o sonho que tivera, e pudesse explicar-lhe o seu significado. Aquele homem cheio do espírito de José ou de Daniel disse a ele ao papa: "Não há necessidade de longa consideração sobre isso, uma vez que o sonho e a sua interpretação são manifestos. Para a torre elevada e eminentes que você viu é o excelência do papado, em que você mesmo sem vontade, era suportados por outros, desde que você não aprendeu-lo sozinho, mas outros selecionados para isso.
           "O sofá ricamente ornado é a consciência clara de que repousa como em uma cama. A cortina em volta da cama levando imagens dos santos é a comemoração dos santos ornamentados enquanto a lembrança deles é mantida em nossos corações, em nossa consciência e em nosso trabalho.
            Você começou a costura-lo enquanto você estava preocupado com este santo de quem não há dúvida, que a partir desse sinal é para ser comemorado, doravante, entre os santos. O que você procurou acordar, que exigiu em seu sono, e Deus concordou com seu desejo, enquanto o arcanjo Miguel está prometido para você como um ajudante, e não tão imerecidamente. Para Miguel é colocado no alto do céu, e é designado por Deus chefe sobre todas as almas a serem recebidos lá. E ele recebeu essa alma santa entre as almas dos santos, e em que a alta corte dos espíritos bem-aventurados sobre o qual Miguel preside, foi decretado que este homem, Gilberto, deve passar a ser considerado  como um santo pelo nome e pela honra.
            Insira-o, pois, como ele é digno nessa cortina, isto é, una-se a ele, para que a sua comemoração. A interpretação dada pelo abade agradou ao Papa, e, sem demora, a Cúria Romana em geral, que estava lá presente. O Arcebispo de Rheims que também estava presente, que prestou testemunho forte para a santidade da Gilberto, a quem ele havia conhecido enquanto jovem na Inglaterra, na presença de todo o clero e as pessoas sentadas em volta, os núncios sozinho em pé.
          O próprio Papa pregou um sermão eloquente e afetando sobre os méritos e os milagres de São Gilberto e os depoimentos e as testemunhas de ter sido admitido, e muitas razões, sendo proposto e alegou que eram necessárias para várias causas, com o consentimento comum de toda a Igreja ele canonizou, e decretou que sua memória deva ser honrado entre os santos.
         O Missal do século XV apresenta o dia 04 de fevereiro, dia em que a festa de São Gilberto foi originalmente mantida, a Missa do Comum de um abade, com o Evangelho e a comunhão da missa de um Bispo, e Coleta do comum de um Confessor, não Bispo.
        É provável que a Missa do comum como acima foi proposta para uso comum, mas não houve uma missa especial que contenha as orações dadas na visão que, podemos presumir, era usado apenas nas igrejas pertencentes à Ordem Gilbertina.



quarta-feira, 30 de maio de 2018

São Gilberto de Sempringham: sacerdote, mestre, fundador e confessor

Resultado de imagem para saint gilbert

  

         Ele é o decano dos santos ingleses. Foi fundador da única Ordem totalmente inglesa, tanto pela origem do seu nascimento quanto pela trajetória de sua vida sacerdotal. Gilberto era filho do nobre normando Juscelino, que se estabeleceu na Inglaterra depois dela ter ficado sob o domínio de Guilherme, o Conquistador. A sua infância transcorreu, toda ela, nas propriedades paternas da cidade de Sempringham, onde nasceu em 1083. Lá, Gilberto iniciou seus estudos, concluídos depois em Paris. 
          Retornando à sua pátria, Gilberto se dedicou à educação dos jovens e se ordenou sacerdote em 1130. Também, foi o ano que fundou, na própria Sempringham, um mosteiro feminino que colocou sob as regras beneditinas. Na realidade desejava que fossem dirigidas pelos "cistercienses", Ordem recém criada pelo amigo Bernardo de Claraval, que a Igreja também honra. O Papa, porém, preferiu vê-las sob a guarda de uma congregação mais antiga. Depois, Gilberto fundou um mosteiro masculino que submeteu às mesmas Regras e direção espiritual dada às religiosas. 
          Em 1148, os Estatutos de ambas foram aprovados pelo Papa Eugênio III. Dessa forma estava fundada a nova Ordem religiosa, a dos Gilbertinos, que teria cerca de setecentos religiosos e mil e quinhentas religiosas, quando da morte do seu fundador. Mas antes desses balanços finais tão positivos, os períodos obscuros foram muitos. 
          No rompimento entre o rei Henrique II, o Parlamento inglês e o bispo Tomas Becket, de Cantuária, Gilberto é o alvo preferido dos ataques parlamentares, mas escapa da perseguição, somente porque o rei o estima e o defende, impedindo que se seguisse com tanta violência. Há também uma série de revoltas dentro da própria Ordem, provocadas pelos irmãos leigos que desejavam tomar a administração dos bens e que, portanto, o atacavam diretamente com graves acusações. Mas a essa altura, todos os bispos da Inglaterra correram em seu socorro e, o defenderam junto ao Papa Alessandro III. 
          Com o passar dos anos, a velhice e a cegueira chegam juntas e Gilberto dá um último sinal de amor à Ordem que criou, pedindo para ser acolhido como um simples monge e pronunciou o voto de total obediência ao Superior geral. Ele morreu santamente na sua cidade natal no dia 04 de fevereiro de 1189, com cento e seis anos de idade. 
          Eram vinte e quatro mosteiros por toda a Inglaterra, quando entre 1538 e 1539, deixaram de existir bruscamente, por determinação do rei Henrique VIII. Durante o rompimento com Roma, os integrantes dessa Ordem foram assimilados por outras congregações, conforme solicitadas. Entretanto, seu fundador, já havia sido elevado à honra dos altares da Igreja, pelo Papa Inocêncio III em 1202, sendo o dia de sua morte reservado para a sua festa. 
          O culto à São Gilberto é expressivo entre os povos de língua saxônica e chegou aos nossos tempos graças à sua veneração, que foi mantida pelos monges beneditinos e cistercienses, onde quer que instalassem seus mosteiros.


terça-feira, 29 de maio de 2018

São Gilberto e o seguimento a Jesus Cristo

   


         O seguimento a pessoa de Jesus e de sua proposta nascem a partir do batismo que nos incorpora à Igreja, Corpo Místico do Senhor, e por ela somos conduzidos a cada dia pelo dom de nossa conversão e escuta da Palavra a conformar nossa vida e existência humana ao senhorio de Jesus e a fé que recebemos e nutrimos alarga o nosso coração para que maduros sejamos testemunhas do Senhor, anunciando a Jesus em todas as dimensões da vida humana até aos extremos da terra.
       Os santos são sinais visíveis desse seguimento radical a qual todos somos chamados. Pela fé somos convocados ao testemunho da verdade do Evangelho que nos transforma permitindo-nos a sermos portadores de uma boa notícia que é capaz de perdoar e amar até aos nossos inimigos.
       Pela fé no Senhor podemos seguir a Cristo mais de perto por uma vida de simplicidade, austeridade, radicalidade, que nos permite abraçar a pobreza, a castidade, a obediência evangélicas como normas de vida que dão sentido à nossa existência e nos impulsionam a nos comprometer em prol da justiça e da caridade que liberta e cura os seres humanos para o dom primeiro do amor de Deus.
        São Gilberto como membro da Igreja de Cristo pôde reconhecer ao Senhor vivo e presente em sua vida e na sua história, tornando-o mais firme no Senhor assegurando uma relação de amor capaz de suprantar toda e qualquer adversidade que se segue pela adesão ao Senhor e ao seu projeto. O seguimento a Jesus Cristo urge no discípulo um abandono total ao seu infinito amor, que não nos descarta o abraçar a cruz. 
         São Gilberto pôde dar testemunho da beleza do seguimento a Jesus Cristo no seu tempo, em seu espaço e na sua realidade eclesial e foi no seu ambiente que soube seguir a Cristo e por ele e pelo evangelho perder a sua vida para ganhá-la em plenitude.
         Que São Gilberto nos ajude a seguir Cristo com alegria. 


Imagem relacionada

Saint Gilbert of Sempringham’s Story

 Resultado de imagem para saint gilbert of sempringham

        Gilbert was born in Sempringham, England, into a wealthy family, but he followed a path quite different from that expected of him as the son of a Norman knight. Sent to France for his higher education, he decided to pursue seminary studies.
       He returned to England not yet ordained a priest, and inherited several estates from his father. But Gilbert avoided the easy life he could have led under the circumstances. Instead he lived a simple life at a parish, sharing as much as possible with the poor. Following his ordination to the priesthood he served as parish priest at Sempringham.
       Among the congregation were seven young women who had expressed to him their desire to live in religious life. In response, Gilbert had a house built for them adjacent to the Church. There they lived an austere life, but one which attracted ever more numbers; eventually lay sisters and lay brothers were added to work the land. The religious order formed eventually became known as the Gilbertines, though Gilbert had hoped the Cistercians or some other existing order would take on the responsibility of establishing a rule of life for the new order. The Gilbertines, the only religious order of English origin founded during the Middle Ages, continued to thrive. But the order came to an end when King Henry VIII suppressed all Catholic monasteries.
          Over the years a special custom grew up in the houses of the order called “the plate of the Lord Jesus.” The best portions of the dinner were put on a special plate and shared with the poor, reflecting Gilbert’s lifelong concern for less fortunate people.
        Throughout his life, Gilbert lived simply, consumed little food, and spent a good portion of many nights in prayer. Despite the rigors of such a life he died at well over age 100.